"(...) A questão, porém, não é simples. Porque embora possamos dizer que a poesia tem público minúsculo, quando confrontada com o romance e mesmo com o conto, é fácil constatar que continua havendo hoje leitores interessados em poesia (ainda que a maioria deles possa ser, de fato, constituída pelos próprios poetas), mas, principalmente, pessoas interessadas em falar de poesia contemporânea.
Seria interessante tentar definir qual o interesse da poesia para a contemporanei-dade, qual o seu lugar no imaginário de nossa época. Mas, antes dessa questão, há uma outra, mais básica, que precisaria ser encarada a sério: o que é poesia hoje? Isto é: como se reconhece um texto como poesia? Em que consiste o mínimo denominador comum que permite que afirmemos ou leiamos um texto como poesia? Ou: o que faz de um texto um poema?"
(Paulo Franchetti)
Aos leitores (principalmente os silenciosos), uma ótima sugestão de leitura. Texto afiado, lúcido, de grande agudeza de espírito.
http://www.sibila.com.br/index.php/critica/1956-consideracoes-sobre-alguma-poesia-contemporanea
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3 comentários:
parabéns adorei o blog !!!!
que bom, elisa. volte mais vezes. abraços.
Sou mais Drummond:
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário."
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