ao k. ramos
que fazer da hora. dos dias. se não há hora nem dia que suavize esse peito que late tua ausência? bate. como bate. correr. deixá-lo na creche. pensar, loucamente, em algo para o dia especial. e então convenço-me de que o melhor a se fazer é sentar e contemplar essa memória tão sempre rouca. vida passada-presente. vida futura. a essa altura, dois olhos de leão fitam o teto vazio como se houvesse estrelas. agora. exatamente agora. dois olhos marejados fitam esta tela fria como quem encontra você. não há palavra que diga a dor humana. tampouco há que diga o amor. sei que sinto. e amo. receba estas palavras como se fossem flores. e sinta que te amamos e que te queremos bem. tanto. tanto. celebre-se!
(meu caro amigo me perdoe, por favor.)

2 comentários:
ola. estive por aqui. tudo blz? interessante. apareça por la. abraços.
Quão incríveis seriam as coisas se nunca esquecessemos o quanto elas nos fariam falta.
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